Um histórico de doenças ou "Por que falar sobre saúde?"
Eu criei esse blog para ser um tipo de apoio para mim mesma e para compartilhar assuntos sobre saúde. Estou buscando alguma compreensão sobre minha saúde e acredito que isso possa ajudar.
Escolhi enfocar a saúde e não a doença, ainda que eu vá falar muito sobre doenças.
Acredito que a saúde não é a ausência de doença, a saúde é um estado natural dos organismos.
Eu não sei se sempre fui saudável, exatamente.
Tenho lembranças de problemas variados relacionados à minha saúde, desde muito pequena.
Uma estranha "alergia" a carne (vaca, porco, frango e peixe) até os quatro anos, que me dava febre e outras reações fortíssimas, como uma inflamação aguda das mucosas, com dor e ardência e que me deixou marcas eternas na pele.
Uma dor ciática desde muito jovem.
Dor nos ossos.
Sinusite.
Gastrite desde os 10 anos.
Giardíase e esquistossomose
Candidíase recorrente desde os 17.
Crises de cistite.
Umas pontadas debaixo das costelas direitas que me deixava apreensiva e que foi diagnosticada desde como "nada" até como fibromialgia.
Um barulho no ouvido.
Duas crises de cálculos renais.
Para cada situação, eu tentava (ou meus pais, quando eu era criança) uma solução diferente, desde as mais naturais até as mais alopáticas.
REAÇÃO A CARNES
A "alergia" (coloco entre aspas porque essa doença que me acometeu é um grande mistério para mim e algo me diz que está de alguma forma ligada a outras), segundo minha mãe, foi tratada a princípio com antibióticos e antialérgicos e posteriormente com homeopatia e dieta de restrição de produtos animais. Até os 12 anos tive reações dolorosas quando ingeria um pedaço de carne meio mal passada. Aos poucos essas reações foram desaparecendo, talvez outros sintomas tenham surgido sorrateiramente no lugar.
SINUSITE
Fiz um tratamento para sinusite aos 6 anos de idade, que consistia em injeções de Benzetacil mensais, que me deixaram bem traumatizada. Não me lembro de crises de sinusite nem antes nem depois desse "tratamento". Esporadicamente tenho inícios de algo que penso serem sinusites leves, que costumo tratar com lavagem nasal com água morna e sal, acupuntura e Tiger Balm. Há alguns anos, aprendi a cortar laticínios para diminuir a quantidade de muco e tem dado resultados, apesar da resistência de muitos otorrinolaringologistas em aceitar isso.
DOR CIÁTICA
A primeira crise de dor ciática que tive foi por volta dos 10 anos. Foi uma dor forte, da qual ainda me lembro, sem nenhum motivo aparente. Essa dor, juntamente com uma dor nos ossos das pernas e quadris, me acompanhou ao longo da vida, eu sempre achei que fossem... normais! A gente naturaliza dores.
CANDIDÍASE E INFECÇÃO URINÁRIA
Aos 17 anos tive uma crise de candidíase após retornar de uma viagem de formatura para a praia. Eu estava menstruando e usei ob. Eu nunca havia usado absorvente interno e, quando voltei, sentia coceira, ardência e dor. Me automediquei, com a ajuda da minha mãe, com uma pomada à base de Nistatina. Parece que não deu certo, pois na semana seguinte fui à ginecologista com os sintomas piorados. Ela me receitou outro antifúngico em creme, chamado Omcilom A.M, que literalmente corroeu minha mucosa vaginal. Voltei com muita dor ao consultório e o que se seguiu foi uma verdadeira maratona médica em forma de filme de terror: durante mais de um ano compareci ao consultório todos os meses com sintomas de candidíase vaginal. Cheguei a ir de 2 a 3 vezes por semana ao consultório e a utilizar todo tipo de creme, pomada e antifúngico oral, além de violeta genciana.
A dobradinha candidíase - infecção urinária virou a máxima da minha vida e, quando não estava utilizando antifúngicos, estava tomando antibióticos.
O que deu melhores resultados para essa situação foi um tratamento homeopático de cerca de um ano que fiz e que reduziu os sintomas de candidíase, ao mesmo tempo em que tratou as infecções urinárias.
A candidíase me acompanhou por anos, sempre vindo e voltando, esporadicamente.
GASTRITE
Tive crises de gastrite desde criança também, assim como ataques de ansiedade. Talvez as duas coisas estivessem relacionadas, eu não tinha como averiguar. Sei que tinha dores fortes, que eram tratadas basicamente com homeopatia. Na adolescência apareceu um refluxo insistente, que me trouxe uma esofagite e me obrigou a tomar Omeprazol, Pantoprazol, Ranitidina, hidróxido de alumínio, sal de fruta e todo tipo de antiácido que já existiu no mercado. Além disso, eu dormia em uma cama de cabeceira suspensa, para que o corpo ficasse levemente levantado durante a noite.
Por volta dos 20 anos, após uma endoscopia digestiva, o gastroenterologista me receitou mais pantoprazol e me orientou para cirurgia de hérnia de hiato. Não gostei. Procurei alternativas e conheci o chá de espinheira-santa e um remedinho japonês que consistia em gengibre ralado, shoyu e banchá, que aliviavam muito os sintomas. Conheci também a dieta macrobiótica que, aos poucos, foi desaparecendo com os sintomas horríveis que eu tinha.
CÁLCULO RENAL
Aos 20 e poucos anos tive uma crise de cálculo renal, que apareceu do nada, como uma dor insuportável que eu não conseguia entender e que me levou para o hospital aos berros. Tomei morfina na veia durante 12 horas seguidas, até que expeli um cálculo.
Mais ou menos nessa época, ganhei um barulho no ouvido direito, como um batuque leve, que de vez em quando ainda me incomoda.
Cerca de 5 anos depois o episódio se repetiu, de forma um pouco mais branda, mas ainda assim, terrível. Expeli outro cálculo.
GIARDÍASE E ESQUISTOSSOMOSE
Quando eu era criança, aparentemente se dava mais importância a verminoses do que nos tempos atuais. Me lembro de tomar vermífugos de vez em quando, possivelmente albendazol, que depois descobri que só mata lombrigas. Fiquei adoentada, assim como meus irmãos e minha mãe nos levou ao médico para saber porque estávamos sem apetite, moles e com problemas gástricos. Ele pediu exames de fezes e fomos diagnosticados com esquistossomose ou xistose, como se dizia em Minas. Fizemos um tratamento que durou uns 2 meses, comum remédio fortíssimo que nos deixava meio derrubados e com um gosto horrível na boca.
Tempos depois fui diagnosticada com giardíase, possivelmente por causa de alguma diarreia. Me lembro de tomar várias doses de um remédio chamado Giarlan.
AMEBÍASE
Na adolescência comecei a sentir umas pontadas debaixo das costelas do lado direito. Comecei a fazer exames e os ultrassons não mostravam nada. Alguns médicos me falaram que não era nada (!!!!), outros que eram gases e um deles me disse que poderia ser fibromialgia. Essa pontadas chegaram quase a desaparecer na época em que fiz uma dieta mais macrobiótica e apareceram depois de um tempo. Há cerca de 2 anos, achei que estava com cálculo biliar, de tanta dor que eu sentia. Após uma consulta com a Susana Ayres, nutróloga, acupunturista e especialista em Medicina Chinesa, indicada pela Sonia Hirsch, descobri que se trata de amebíase e que as amebas corroem a mucosa intestinal, principalmente na alça bem embaixo das costelas, o que explica a dor.
Recebi um tratamento da Susana e nunca consegui concluí-lo.
Espero que esse relato me ajude nos próximos passos em relação ao entendimento dos problemas que vêm me acometendo e sobre como restaurar minha saúde. Caso eu venha a compartilhá-lo, que ele ajude outras pessoas também. :)
Escolhi enfocar a saúde e não a doença, ainda que eu vá falar muito sobre doenças.
Acredito que a saúde não é a ausência de doença, a saúde é um estado natural dos organismos.
Eu não sei se sempre fui saudável, exatamente.
Tenho lembranças de problemas variados relacionados à minha saúde, desde muito pequena.
Uma estranha "alergia" a carne (vaca, porco, frango e peixe) até os quatro anos, que me dava febre e outras reações fortíssimas, como uma inflamação aguda das mucosas, com dor e ardência e que me deixou marcas eternas na pele.
Uma dor ciática desde muito jovem.
Dor nos ossos.
Sinusite.
Gastrite desde os 10 anos.
Giardíase e esquistossomose
Candidíase recorrente desde os 17.
Crises de cistite.
Umas pontadas debaixo das costelas direitas que me deixava apreensiva e que foi diagnosticada desde como "nada" até como fibromialgia.
Um barulho no ouvido.
Duas crises de cálculos renais.
Para cada situação, eu tentava (ou meus pais, quando eu era criança) uma solução diferente, desde as mais naturais até as mais alopáticas.
REAÇÃO A CARNES
A "alergia" (coloco entre aspas porque essa doença que me acometeu é um grande mistério para mim e algo me diz que está de alguma forma ligada a outras), segundo minha mãe, foi tratada a princípio com antibióticos e antialérgicos e posteriormente com homeopatia e dieta de restrição de produtos animais. Até os 12 anos tive reações dolorosas quando ingeria um pedaço de carne meio mal passada. Aos poucos essas reações foram desaparecendo, talvez outros sintomas tenham surgido sorrateiramente no lugar.
SINUSITE
Fiz um tratamento para sinusite aos 6 anos de idade, que consistia em injeções de Benzetacil mensais, que me deixaram bem traumatizada. Não me lembro de crises de sinusite nem antes nem depois desse "tratamento". Esporadicamente tenho inícios de algo que penso serem sinusites leves, que costumo tratar com lavagem nasal com água morna e sal, acupuntura e Tiger Balm. Há alguns anos, aprendi a cortar laticínios para diminuir a quantidade de muco e tem dado resultados, apesar da resistência de muitos otorrinolaringologistas em aceitar isso.
DOR CIÁTICA
A primeira crise de dor ciática que tive foi por volta dos 10 anos. Foi uma dor forte, da qual ainda me lembro, sem nenhum motivo aparente. Essa dor, juntamente com uma dor nos ossos das pernas e quadris, me acompanhou ao longo da vida, eu sempre achei que fossem... normais! A gente naturaliza dores.
CANDIDÍASE E INFECÇÃO URINÁRIA
Aos 17 anos tive uma crise de candidíase após retornar de uma viagem de formatura para a praia. Eu estava menstruando e usei ob. Eu nunca havia usado absorvente interno e, quando voltei, sentia coceira, ardência e dor. Me automediquei, com a ajuda da minha mãe, com uma pomada à base de Nistatina. Parece que não deu certo, pois na semana seguinte fui à ginecologista com os sintomas piorados. Ela me receitou outro antifúngico em creme, chamado Omcilom A.M, que literalmente corroeu minha mucosa vaginal. Voltei com muita dor ao consultório e o que se seguiu foi uma verdadeira maratona médica em forma de filme de terror: durante mais de um ano compareci ao consultório todos os meses com sintomas de candidíase vaginal. Cheguei a ir de 2 a 3 vezes por semana ao consultório e a utilizar todo tipo de creme, pomada e antifúngico oral, além de violeta genciana.
A dobradinha candidíase - infecção urinária virou a máxima da minha vida e, quando não estava utilizando antifúngicos, estava tomando antibióticos.
O que deu melhores resultados para essa situação foi um tratamento homeopático de cerca de um ano que fiz e que reduziu os sintomas de candidíase, ao mesmo tempo em que tratou as infecções urinárias.
A candidíase me acompanhou por anos, sempre vindo e voltando, esporadicamente.
GASTRITE
Tive crises de gastrite desde criança também, assim como ataques de ansiedade. Talvez as duas coisas estivessem relacionadas, eu não tinha como averiguar. Sei que tinha dores fortes, que eram tratadas basicamente com homeopatia. Na adolescência apareceu um refluxo insistente, que me trouxe uma esofagite e me obrigou a tomar Omeprazol, Pantoprazol, Ranitidina, hidróxido de alumínio, sal de fruta e todo tipo de antiácido que já existiu no mercado. Além disso, eu dormia em uma cama de cabeceira suspensa, para que o corpo ficasse levemente levantado durante a noite.
Por volta dos 20 anos, após uma endoscopia digestiva, o gastroenterologista me receitou mais pantoprazol e me orientou para cirurgia de hérnia de hiato. Não gostei. Procurei alternativas e conheci o chá de espinheira-santa e um remedinho japonês que consistia em gengibre ralado, shoyu e banchá, que aliviavam muito os sintomas. Conheci também a dieta macrobiótica que, aos poucos, foi desaparecendo com os sintomas horríveis que eu tinha.
CÁLCULO RENAL
Aos 20 e poucos anos tive uma crise de cálculo renal, que apareceu do nada, como uma dor insuportável que eu não conseguia entender e que me levou para o hospital aos berros. Tomei morfina na veia durante 12 horas seguidas, até que expeli um cálculo.
Mais ou menos nessa época, ganhei um barulho no ouvido direito, como um batuque leve, que de vez em quando ainda me incomoda.
Cerca de 5 anos depois o episódio se repetiu, de forma um pouco mais branda, mas ainda assim, terrível. Expeli outro cálculo.
GIARDÍASE E ESQUISTOSSOMOSE
Quando eu era criança, aparentemente se dava mais importância a verminoses do que nos tempos atuais. Me lembro de tomar vermífugos de vez em quando, possivelmente albendazol, que depois descobri que só mata lombrigas. Fiquei adoentada, assim como meus irmãos e minha mãe nos levou ao médico para saber porque estávamos sem apetite, moles e com problemas gástricos. Ele pediu exames de fezes e fomos diagnosticados com esquistossomose ou xistose, como se dizia em Minas. Fizemos um tratamento que durou uns 2 meses, comum remédio fortíssimo que nos deixava meio derrubados e com um gosto horrível na boca.
Tempos depois fui diagnosticada com giardíase, possivelmente por causa de alguma diarreia. Me lembro de tomar várias doses de um remédio chamado Giarlan.
AMEBÍASE
Na adolescência comecei a sentir umas pontadas debaixo das costelas do lado direito. Comecei a fazer exames e os ultrassons não mostravam nada. Alguns médicos me falaram que não era nada (!!!!), outros que eram gases e um deles me disse que poderia ser fibromialgia. Essa pontadas chegaram quase a desaparecer na época em que fiz uma dieta mais macrobiótica e apareceram depois de um tempo. Há cerca de 2 anos, achei que estava com cálculo biliar, de tanta dor que eu sentia. Após uma consulta com a Susana Ayres, nutróloga, acupunturista e especialista em Medicina Chinesa, indicada pela Sonia Hirsch, descobri que se trata de amebíase e que as amebas corroem a mucosa intestinal, principalmente na alça bem embaixo das costelas, o que explica a dor.
Recebi um tratamento da Susana e nunca consegui concluí-lo.
Espero que esse relato me ajude nos próximos passos em relação ao entendimento dos problemas que vêm me acometendo e sobre como restaurar minha saúde. Caso eu venha a compartilhá-lo, que ele ajude outras pessoas também. :)
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